
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite deste sábado (28) que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu. O anúncio foi feito por meio de publicação pública e ocorre em meio a uma forte escalada de tensão e ataques envolvendo Irã, Israel e forças americanas, o que elevou o alerta internacional para o risco de um conflito regional mais amplo.
Até o momento, o anúncio repercute com intensidade no cenário global por envolver diretamente a maior autoridade política e religiosa da República Islâmica — uma figura central no comando do Estado iraniano e na condução das Forças Armadas e dos órgãos de segurança do país.
Ali Khamenei foi o líder supremo do Irã desde 1989, posto que ocupou após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador do regime instaurado pela Revolução Islâmica de 1979. Na estrutura iraniana, o líder supremo está acima do presidente eleito e exerce influência decisiva sobre as Forças Armadas, o Judiciário, os órgãos de segurança, a política externa e a mídia estatal.
Antes de assumir o cargo máximo, Khamenei foi presidente do Irã nos anos 1980, período marcado pela Guerra Irã-Iraque e pela consolidação do novo regime. Ao longo de décadas no poder, tornou-se o principal símbolo de continuidade do sistema teocrático, com forte influência sobre as escolhas estratégicas do país e sobre a relação do Irã com o Ocidente e com seus rivais regionais.
Khamenei comandou o Irã por quase 37 anos, de 1989 até 2026.
Pelas regras do sistema político iraniano, a sucessão do líder supremo passa pela Assembleia de Especialistas, responsável por escolher o novo comandante máximo do regime. Uma transição dessa magnitude pode impactar tanto o cenário interno quanto a postura do Irã diante do atual quadro de crise internacional.
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