Centenas de profissionais que atuam no Hospital Regional foram surpreendidos pela decisão do prefeito Robério Oliveira (PSD) de terceirizar a administração da unidade, apesar de um processo seletivo em vigor, válido até dezembro de 2025. A medida, anunciada recentemente, estabelece um contrato de 180 dias no valor de 5,5 milhões de reais, pagos em duas prestações mensais, conforme o termo de colaboração. Funcionários, que seguiram edital e regras rigorosas para serem selecionados, expressaram decepção e indignação em dezenas de mensagens enviadas, acusando o prefeito de desrespeitar o processo seletivo e os compromissos assumidos com a equipe.
Os profissionais relatam que a gestão da ex-prefeita Cordélia Torres, encerrada em dezembro de 2024, já havia enfrentado problemas com a terceirização do hospital, uma experiência frustrada que obrigou a administração a retomar o controle da unidade. Na época, os trabalhadores passaram por dificuldades e afirmam que não desejam reviver o mesmo cenário. Eles destacam que, durante a campanha eleitoral de 2024, Robério Oliveira prometeu não repetir a decisão de Cordélia e garantiu que não prejudicaria os profissionais caso fosse eleito, o que torna a atual medida ainda mais frustrante para a categoria.
Entre os concursados, cargos efetivos, a insatisfação também é evidente. Eles alegam que não há base legal para dispensá-los ou obrigá-los a serem contratados pela IGH, empresa responsável pela terceirização. Fontes ligadas ao Executivo informaram que os concursados devem permanecer em suas funções, com os salários pagos pelo município sendo descontados do valor repassado à IGH. Ainda assim, o clima entre a equipe é de indignação, agravado pelo temor de perseguições, enquanto os profissionais buscam explicações e segurança diante de mais uma mudança inesperada na gestão do hospital.
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