
A contratação temporária de Professor Substituto na rede municipal de Eunápolis voltou ao centro do debate com o Edital nº 002/2026, que abriu 188 vagas via Processo Seletivo Simplificado (REDA), com seleção em etapa única por avaliação curricular e inscrições em duas etapas (pré-inscrição on-line e efetivação presencial).
O próprio edital descreve que o contratado deve assumir e exercer a regência de classe em substituição ao titular, ministrando aulas nos dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de cumprir atribuições pedagógicas para garantir a continuidade do processo educacional.
A principal queixa, porém, está no impacto financeiro: a regra remuneratória, vinculada à Lei 1.529/2025, estabelece que a remuneração do temporário é “a única contraprestação pecuniária”, sem gerar direito a vantagens, gratificações ou adicionais privativos do magistério efetivo — cenário que mantém a regência restrita aos concursados, mesmo com o professor contratado em sala de aula.
Professores contratados também relembram 2020, quando, em meio à pandemia da Covid-19 e no terceiro mandato do atual prefeito, docentes do processo seletivo foram desligados, deixando famílias sem renda em um período de forte instabilidade. Agora, com a regência fora do alcance dos temporários, a cobrança se volta à APLB Sindicato: profissionais pedem posicionamento diante do que chamam de desvalorização, e apontam como contraste o período em que a atual secretária de Educação presidiu a entidade, marcado por cobranças frequentes e paralisações prolongadas sob a bandeira de defender direitos e condições de trabalho; desde que assumiu a Secretaria, em 2025, educadores dizem que as mobilizações perderam força e esperam uma manifestação pública mais firme sobre o tema.
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