
A Prefeitura de Eunápolis investiu R$ 2.168.000,00 na compra de uma usina para produção de asfalto, medida que pode acelerar a pavimentação e a manutenção de ruas, mas que também reacende um debate essencial: sem planejamento de infraestrutura básica, o que hoje parece avanço pode virar gasto repetido amanhã.
Do ponto de vista técnico, uma usina própria pode trazer ganhos relevantes: mais autonomia para a prefeitura executar operações de tapa-buraco e recapeamento, redução de dependência de fornecedores externos, maior rapidez na resposta a danos em vias urbanas e rurais e possibilidade de planejar a pavimentação por etapas com melhor controle de insumos e logística. Em tese, isso pode resultar em menor custo por obra ao longo do tempo e em maior previsibilidade de manutenção viária, especialmente quando há demanda constante por intervenções.
O ponto crítico é o risco de desperdício quando o asfalto avança sem a infraestrutura subterrânea essencial. Eunápolis, com população acima de 120 mil habitantes, ainda enfrenta desafios históricos de rede de esgoto e drenagem pluvial; se grandes trechos forem asfaltados sem essas redes, o cenário provável é que o pavimento seja cortado e destruído posteriormente para escavações, elevando o custo total e reduzindo a vida útil das obras. Por isso, a cobrança da população precisa mirar planejamento integrado (asfalto + esgoto + drenagem), critérios de qualidade do pavimento e transparência na priorização das ruas atendidas, para que a compra do equipamento se traduza em melhoria concreta — e não apenas em obras pontuais de baixa durabilidade.
Documento na íntegra: confira o contrato e todos os detalhes da compra da usina de asfalto.
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