
O prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PSD), tem declarado em entrevistas e pronunciamentos que recebeu a cidade “destruída” após a gestão da ex-prefeita Cordélia Torres (União Brasil). O discurso, de tom crítico e generalizado, vem sendo utilizado para justificar as dificuldades encontradas no início de sua atual administração.
Apesar disso, Robério manteve praticamente todos os contratos de serviços terceirizados firmados no governo de Cordélia. Continuam ativos os contratos com a Modular Serviços Ltda (manutenção predial), Liga Engenharia Ltda (pavimentação), Limp City Valorização de Resíduos Ltda (limpeza urbana), Arte Luz Ilumina Ltda (manutenção corretiva e preventiva com reposição de peças em cruzamentos e interseções semafóricas), Rampa Serviços e Transportes Ltda (transporte escolar) e Três Pontos Serviços Ltda (revitalização de áreas verdes).
A permanência desses contratos levanta questionamentos: se a gestão anterior realmente deixou Eunápolis em colapso, como apontam as críticas do prefeito, por que manter os mesmos prestadores de serviços? A decisão reforça a necessidade de separar o discurso político da realidade administrativa, já que os contratos herdados seguem como base para a execução de serviços essenciais no município.
Esse contraste entre a retórica de “cidade destruída” e a continuidade dos contratos anteriores coloca em evidência uma contradição que deve ser avaliada pela sociedade: até que ponto as críticas refletem problemas concretos de gestão ou fazem parte de uma narrativa política voltada à opinião pública?
Matéria corrigida às 22h23 para atualização de informações sobre contratos de serviços.
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