
A Prefeitura de Eunápolis abriu um novo processo para definir quem vai administrar o Hospital Regional, unidade considerada essencial para o atendimento de saúde no município e em toda a região. O Chamamento Público nº 001/2026 prevê a escolha de uma entidade sem fins lucrativos para assumir a gestão do hospital 24 horas por dia, em um contrato estimado em R$ 73,8 milhões por ano, o equivalente a R$ 6,15 milhões por mês.
A nova seleção ocorre após um histórico recente de instabilidade na unidade. Primeiro, ainda na gestão da ex-prefeita Cordélia Torres, a APAS foi alvo de críticas pela qualidade do serviço. Depois, já na administração do prefeito Robério Oliveira, a IGH foi apresentada como solução para os problemas do hospital, mas a promessa não se confirmou. O resultado foi novo desgaste, insegurança para trabalhadores e relatos de profissionais que precisaram buscar a Justiça para receber salários.
Foi nesse cenário que o IDES assumiu a administração do Hospital Regional, no dia 17 de setembro, e, desde então, já são quase nove meses à frente da unidade. Nesse período, a entidade passou a ser vista como um ponto de reorganização do hospital, conseguindo reduzir reclamações, melhorar estruturas de trabalho, fortalecer a relação com profissionais e avançar no atendimento humanizado. O hospital, que antes ocupava com frequência o noticiário negativo, deixou de ser lembrado diariamente por denúncias de má prestação do serviço.
A etapa decisiva do processo ocorreu no dia 28 de maio, quando a Comissão Especial de Seleção recebeu os envelopes das entidades interessadas em administrar o Hospital Regional. O IBASP, embora tenha sido qualificado pelo município como Organização Social no dia anterior, não compareceu à sessão e não apresentou proposta. Diante disso, a pergunta que fica é inevitável: se a atual gestão do IDES tem conseguido entregar estabilidade, melhorar o atendimento e reduzir reclamações, por que trocar justamente agora? A população precisa acompanhar de perto, porque, se o hospital voltar a enfrentar colapso, a responsabilidade política será da Prefeitura, do prefeito Robério Oliveira e da secretária de Saúde, Edna de Souza Alves Santos.
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