
A crise em torno do Banco Master chegou ao Supremo com força após a Polícia Federal enviar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que traz referências ao ministro Dias Toffoli a partir de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do grupo. Poucas horas depois, em 12 de fevereiro de 2026, Toffoli pediu para sair da relatoria, e o inquérito foi redistribuído para o ministro André Mendonça.
Em nota conjunta, os demais ministros afirmaram que não havia impedimento ou suspeição para Toffoli permanecer no caso, registraram apoio ao colega e disseram que a mudança ocorreu “a pedido” do próprio ministro, em nome do interesse institucional.
O episódio se conecta a reportagens sobre o resort Tayayá (PR) e a Maridt Participações, empresa familiar que, segundo apurações publicadas, teve participação no empreendimento e realizou vendas de cotas — incluindo uma operação apontada como envolvendo valor de R$ 6,6 milhões em 2021 para um fundo ligado ao entorno do Banco Master. Em nota, Toffoli reconheceu ser sócio da empresa e negou ter recebido valores de Vorcaro ou manter relação com o banqueiro.

Outra frente que alimentou o desgaste foi o endereço da empresa em Marília (SP), descrito em reportagens como uma casa simples e com sinais de desgaste, enquanto documentos comerciais indicariam o irmão do ministro, José Eugênio Dias Toffoli, como dirigente — contraste que virou combustível para críticas sobre transparência em operações milionárias.
O pano de fundo é a própria implosão do Master: o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do grupo em 18 de novembro de 2025, citando forte deterioração e problemas de liquidez, o que transformou a apuração em um caso sensível, com alto impacto político e institucional.
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