
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, foi sorteado para relatar os inquéritos que investigam fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações envolvem suspeitas de descontos indevidos em benefícios previdenciários, afetando milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. A escolha de Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, afasta a possibilidade de um nome ligado ao governo Lula conduzir o processo judicial.
No Congresso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também ficou sob controle da oposição. O senador Carlos Viana (Podemos–MG) foi eleito presidente, enquanto o deputado Alfredo Gaspar (União–AL) assumiu a relatoria. Ambos já sinalizam uma atuação rigorosa, com previsão de convocar ex-ministros e gestores públicos de diferentes governos para prestar esclarecimentos sobre o esquema.
A soma do comando oposicionista na CPMI e da relatoria no STF por Mendonça representa um revés político para o governo Lula, que perde espaço estratégico para influenciar os rumos da investigação. O cenário tende a aumentar a pressão sobre o Palácio do Planalto e pode transformar a apuração em um palco de desgaste público para a base governista.
Adicione nosso número e envie vídeo, foto ou apenas o seu relato. Sua sugestão será apurada por um repórter. Participe!
