
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, a demissão de Nísia Trindade do cargo de Ministra da Saúde. A decisão, anunciada após duas reuniões no Palácio do Planalto, encerra a gestão de Nísia, que enfrentou críticas internas e externas por desafios como a epidemia de dengue e a crise nos hospitais federais. Em seu lugar, assume o petista Alexandre Padilha, até então Ministro das Relações Institucionais, sinalizando uma reorganização na Esplanada dos Ministérios.
Com a saída de Nísia Trindade, sobe para quatro o número de mulheres demitidas por Lula em seu terceiro mandato, iniciado em 2023. Antes dela, deixaram o governo Daniela Carneiro (Turismo), Ana Moser (Esporte) e Rita Serrano (Caixa Econômica Federal). Essas demissões contrastam com o discurso inicial do presidente, que prometeu valorizar a diversidade de gênero, começando o mandato com um recorde de 11 ministras entre 37 pastas. Agora, o número de mulheres no primeiro escalão cai para nove, reduzindo a representação feminina para menos de 24%.
A sequência de dispensas de mulheres tem gerado debates sobre os rumos do governo Lula. Enquanto aliados defendem que as mudanças refletem ajustes políticos e estratégicos, como a acomodação do Centrão, críticos apontam uma contradição com a pauta de igualdade de gênero. A substituição de Nísia por Padilha, um nome forte no PT, também é vista como uma tentativa de fortalecer a articulação política em um momento de queda na popularidade do presidente, mas reacende questionamentos sobre a prioridade dada à diversidade no alto escalão.
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