
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado pela Polícia Legislativa após ocupar a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e resistir a deixar o local durante sessão no plenário. A atitude interrompeu os trabalhos e levou à intervenção de agentes para restabelecer a ordem na Mesa Diretora.
Segundo a Presidência da Casa, a ocupação foi interpretada como desrespeito ao funcionamento institucional do Legislativo. Motta afirmou que a democracia não pode ser invocada apenas quando convém e que ações que bloqueiem o rito da Câmara comprometem a própria autoridade do plenário e da Mesa.
O protesto de Glauber veio após o anúncio de Motta de que levará ao plenário o pedido de cassação do parlamentar. Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2025-2026 e tem defendido que a Casa dê seguimento aos processos conforme o regimento.
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No caso de Glauber, o Conselho de Ética já aprovou parecer pela cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar, em 9 de abril de 2025, por 13 votos a 5. O relatório foi apresentado pelo deputado Paulo Magalhães (PSD-BA).
A representação foi apresentada pelo Partido Novo e se baseia em episódio de 2024 em que Glauber teria expulsado das dependências da Câmara um integrante do MBL, com empurrões e chutes, durante uma confusão registrada em vídeo. Para a maioria do colegiado, a conduta extrapolou os limites do comportamento esperado de um parlamentar, justificando a pena máxima.
Com o avanço do caso, o deputado ainda pode recorrer à CCJ, mas a etapa decisiva será a votação em plenário. A cena desta terça-feira, com a ocupação da cadeira da Presidência, tende a aumentar a pressão política em torno do desfecho do processo e reforça o argumento de adversários de que o episódio se soma ao desgaste do parlamentar dentro da Casa.
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