
A abertura dos trabalhos legislativos de 2026, marcada para esta quinta-feira (5), em Eunápolis, terminou sem sessão por falta de quórum. Dos 17 vereadores, apenas 7 compareceram, quando o mínimo necessário para iniciar os trabalhos seria de 9. Segundo informações apuradas, 10 vereadores aliados do prefeito Robério Oliveira se articularam para boicotar a sessão, frustrando a expectativa de retomada após quase dois meses sem reuniões.
A ausência em bloco ocorreu, conforme relatos, no momento em que a Câmara iria recepcionar uma proposta de lei do vereador Jorge Maécio para revogar artigo de uma norma aprovada em dezembro de 2025 que retirou de professores contratados o direito à regência de classe — benefício pago até então e que, segundo profissionais ouvidos, não possui ilegalidade no pagamento. O episódio reacende críticas à postura do Executivo com a Educação e remete a 2020, quando a gestão Robério enfrentou forte repercussão ao cancelar contratos de centenas de professores em plena pandemia da Covid-19.
O Portal SulBahia conversou com professores, e o sentimento predominante foi de decepção com a postura adotada pelos parlamentares ausentes. Para a categoria, ao impedir o quórum, os vereadores deixam de defender interesses coletivos e priorizam disputas políticas e espaços no Executivo, enquanto a cidade enfrenta problemas como quase vinte dias sem transporte público, deficiências na saúde e escolas abandonadas. Não compareceram: Arilma Rodrigues, Carmem Lúcia, Edmundo Novais, Fábio Arruda, Gildair Almeida, Josemar da Saúde, Negão da Água, Pedro Queiroz, Saullo Cardoso e Ubaldo Suzart.
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