
Eunápolis, sob a gestão do prefeito Robério Oliveira (PSD), vive um paradoxo: apesar das sólidas alianças com algumas das figuras mais influentes da política baiana e nacional, a cidade não vê benefícios dessas parcerias. Robério conta com o apoio de nomes como os senadores Otto Alencar, Ângelo Coronel, ambos (PSD), Jaques Wagner (PT), além do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-governador Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil no governo do presidente Lula (PT). Essas conexões, que integram o maior grupo político da Bahia e do Brasil, parecem não se refletir em ações concretas para o município.
A infraestrutura de Eunápolis é um dos sinais mais evidentes desse abandono. Cerca de 90% da área urbana não possui rede de esgoto, uma deficiência básica que compromete diretamente a saúde e o bem-estar da população. Com aliados em posições-chave no âmbito Estadual e Federal, seria de se esperar que recursos fossem direcionados para resolver questões críticas. No entanto, a falta de saneamento básico persiste, expondo a desconexão entre as relações políticas de Oliveira e as necessidades urgentes do município.
Além disso, Eunápolis ocupa os primeiros lugares no índice de violência no Brasil, um reflexo da ausência de políticas eficazes para garantir a segurança dos moradores. A educação pública também não escapa desse cenário de estagnação, sem registrar avanços que possam oferecer melhores oportunidades às futuras gerações. Esses problemas estruturais mostram que as alianças de Robério Oliveira, apesar de sua longevidade e alcance, não têm priorizado o desenvolvimento da cidade ou o enfrentamento de suas crises mais graves.
Após mais de vinte anos de conexões com líderes influentes, o caso de Eunápolis levanta dúvidas sobre o propósito dessas parcerias. A população segue lidando com a falta de serviços básicos, violência crescente e uma educação deficiente, enquanto o prefeito mantém seu prestígio político. Isso sugere que as alianças podem estar mais voltadas a consolidar poder pessoal ou partidário do que a transformar a realidade local, deixando os moradores à espera de um progresso que parece cada vez mais distante.
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