
Em meio a uma das fases mais conturbadas da saúde pública de Eunápolis, o prefeito Robério Oliveira promoveu uma nova mudança no comando da Secretaria Municipal de Saúde. Nesta quarta-feira (22), Edna de Souza Alves Santos deixou o cargo, e, em vez da nomeação imediata de um novo titular da área, o governo colocou interinamente a pasta sob responsabilidade do procurador-adjunto do Município, Breno Alexander Saraiva Müller de Azevedo.
A mudança ocorre justamente quando a saúde municipal enfrenta uma sequência de reclamações, especialmente no Hospital Regional de Eunápolis. Nas últimas semanas, pacientes e familiares têm relatado demora no atendimento, espera por leitos, dificuldades para realização de procedimentos e transferências, além de outros problemas que vêm colocando a unidade hospitalar no centro das críticas à administração municipal.
O Diário Oficial confirma que Edna Alves foi exonerada “a pedido”, por meio do Decreto nº 13.260/2026. Logo em seguida, pelo Decreto nº 13.261/2026, Robério designou Breno Alexander, que já ocupa o cargo de procurador-adjunto, para responder interinamente e até ulterior deliberação pela Secretaria Municipal de Saúde.
A responsabilidade entregue ao procurador vai além do comando administrativo da Secretaria. O Decreto nº 13.262/2026 também o designa como gestor do Fundo Municipal de Saúde. Conforme o ato publicado na página 4 do Diário Oficial, a movimentação das contas bancárias do Fundo será feita conjuntamente pelo prefeito e pelo gestor do Fundo Municipal de Saúde.
A escolha de um profissional que ocupa cargo na estrutura jurídica para assumir interinamente uma das pastas mais complexas do município chama atenção justamente pelo momento vivido pela rede. A Saúde exige respostas imediatas, planejamento e capacidade de enfrentar problemas que chegam diretamente à população. Enquanto o governo reorganiza o comando administrativo, pacientes continuam dependendo diariamente de uma estrutura pública que tem sido alvo de sucessivas reclamações.
A saída de Edna Alves também representa mais um capítulo de instabilidade na área. O Hospital Regional passou recentemente por mudança na entidade responsável pela gestão, e agora a própria Secretaria Municipal de Saúde fica, por prazo não definido, sob comando interino. Em meio a tantas mudanças, permanece a pergunta que interessa à população: quando as alterações no comando vão se transformar, de fato, em melhorias no atendimento?
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