Uma mensagem enviada nesta terça-feira, 18 de março de 2025, aos pais de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Denisia Surani, em Eunápolis, jogou luz sobre uma crise que há anos compromete a educação pública no município. No comunicado, a gestão escolar informou que, devido à falta de funcionários, os horários serão reduzidos: das 7h às 11h para a creche, das 7h às 9h30 no turno matutino e das 13h às 15h30 no vespertino para a pré-escola. “Pedimos a compreensão de todos”, diz a nota, justificando a medida como uma forma de garantir “segurança e dignidade” aos alunos até que a Secretária de Educação complete o quadro de colaboradores.
No entanto, a promessa de segurança e dignidade soa vazia diante da realidade. Segurança e dignidade dependem do respeito aos direitos básicos, como o acesso pleno à educação, algo que os alunos de creches e do ensino básico de Eunápolis não estão recebendo. Em seu quarto mandato, a atual gestão conhece bem os problemas que afetam o sistema educacional do município, mas a persistência dessas falhas sugere uma priorização questionável. Após tantos anos, não cabe mais pedir paciência; o que se espera é que os direitos sejam assegurados e que a rotina de pais e alunos não seja prejudicada por uma administração ineficiente.
A situação se agrava com relatos ainda mais preocupantes vindos de outra fonte. Segundo uma mensagem encaminhada por uma segunda pessoa, várias escolas municipais enfrentam condições críticas: falta de merendeiras, professores, ventiladores e até carteiras. A ausência de merenda ameaça a nutrição dos estudantes, enquanto a carência de professores compromete o aprendizado. Ambientes sem ventilação e mobiliário adequado completam um cenário de descaso que vai além do CMEI Denisia Surani, revelando uma crise sistêmica. Diante de uma gestão experiente, mas aparentemente incapaz de resolver questões fundamentais, a educação em Eunápolis segue refém de promessas não cumpridas e de um abandono que já dura tempo demais.
Há sete anos, ainda na gestão do atual prefeito, professores, pais e alunos já protestavam pelos mesmos problemas — falta de estrutura, pessoal e condições adequadas —, e a cena, lamentavelmente, se repete.
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