Nesta segunda-feira, 31 de março, durante um evento de entrega de equipamentos no Hospital Regional de Eunápolis, a deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) tomou o celular do repórter Valdenir Santos, da Rádio Nova Fm, enquanto ele exercia sua função jornalística. O evento contava com a presença do prefeito Robério Oliveira (PSD), esposo da deputada, e da Secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana. Um vídeo que registra o momento em que Cláudia Oliveira confiscou o aparelho circulou amplamente em grupos de mensagens, levando nossa equipe a entrar em contato com Valdenir para esclarecer os fatos. O incidente gerou críticas e colocou em xeque o respeito à liberdade de imprensa por parte da parlamentar. Entramos em contato com a deputada Cláudia Oliveira para dar sua versão sobre o episódio, mas até a publicação da matéria não tivemos retorno.
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De acordo com Valdenir Santos, ele havia entrevistado a Secretária da Saúde, Roberta Santana, sendo bem recebido por ela, e começou a gravar seu discurso aos presentes quando a deputada interveio. Ele relatou que questionou Cláudia Oliveira sobre os motivos de ter seu celular tomado, ao que ela respondeu que continuaria a gravação. Contudo, o vídeo mostra a deputada afastando o aparelho do alcance da voz de Roberta Santana, que prosseguiu falando, comprometendo o registro e o trabalho da imprensa. Valdenir só conseguiu reaver seu instrumento de trabalho após o fim do evento, depois de insistir com a deputada para que o devolvesse, evidenciando uma interferência direta na atuação do repórter.
Tocador de áudioA conduta de Cláudia Oliveira revela um desrespeito ao papel da imprensa em um país que se afirma democrático, sugerindo uma tentativa de filtrar o que pode ser divulgado. O repórter acredita que a deputada pode ter agido por receio de que uma fala específica fosse captada, talvez algo que ela preferisse manter fora do alcance público. Em um contexto em que estavam presentes seu esposo, o prefeito Robério Oliveira, e a Secretária Roberta Santana, o episódio reforça a percepção de que alguns políticos buscam controlar a narrativa em benefício próprio, cerceando o trabalho jornalístico. A situação expõe a fragilidade da liberdade de expressão diante de atitudes como essa e destaca a importância de proteger o exercício pleno da imprensa.
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