
A base do prefeito Robério Oliveira (PSD) aprovou, sem alterações, seis projetos de lei enviados pelo Executivo. Três deles mexem diretamente no bolso do contribuinte: aumentam a taxa de iluminação pública e atualizam o Código Tributário, ampliando cobranças em diversos segmentos. Na prática, entram na lista de encarecimentos taxas que atingem do pequeno comércio ao cidadão comum, incluindo vigilância sanitária, meio ambiente, publicidade e outras cobranças municipais.
O impacto é direto e acumulativo: com a iluminação pública mais cara, a fatura mensal tende a subir e pesa especialmente sobre quem já vive no limite — famílias, aposentados e trabalhadores informais. Já o Código Tributário mais “duro” costuma virar efeito dominó: encarece alvarás, renovações, licenças e obrigações que, cedo ou tarde, aparecem no preço final de produtos e serviços, reduzindo a margem de quem empreende e apertando ainda mais o custo de vida na cidade.
Votaram a favor da taxação: Ademir Freire, Arilma Rodrigues, Carmem Lúcia, Edmundo Novais, Fábio Arruda, Gildair Almeida, Josemar da Saúde, Negão da Água, Saullo Cardoso, Ubaldo Suzarth, Pedro Queiroz e Valdiran Marques — que, embora na prática não tenha votado por ser presidente, tinha poder de condução e poderia deixar o projeto na Casa por até 45 dias.
Votaram contra os projetos: Adriano Cardoso, Renato Bromochenkel e Rogério Astória.
O que chama atenção não é só o conteúdo, mas o roteiro: aprovação em bloco, “na íntegra”, com vigência a partir de janeiro de 2026, quando a população começará a sentir o aumento no dia a dia. Em vez de impor debate, revisão e freios, a Câmara escolheu facilitar para o Executivo — e, para muita gente, este “pacote da maldade” já nasce com um recado claro: quem paga, de novo, é o contribuinte.
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