
Jornalista Alinne Wernecker, denuncia Agente, funcionário do grupo Reviver, por ameças.
O que iniciou em uma simples discussão entre vizinhos, acabou se tornando inquérito policial. “Atualmente, não é difícil observar que agentes disciplinares dos complexos prisionais, agem como se fossem autoridade devidamente constituída.”
A Jornalista Alinne Werneck, Ativa FM contou a nossa reportagem que que estava finalizando a pauta jornalista para o programa VOZ ATIVA, no qual ela é a comentarista oficial. Contudo, passou a ouvir uma voz masculina, em tom ameaçador, dizendo que quem adentrasse em sua residência “ELE IRIA POCAR”. (Na Bahia a palavra pocar poder ter inúmeros significados pejorativos, mas o pior deles é POCAR alguém com tiros).
Quando a jornalista que estava em seu quarto, olhou para o local onde o Agente, funcionário do grupo REVIVER, que presta serviço ao estado, administrando sistemas prisionais, ele (o servidor), ao avistar a jornalista, que lhe questionou o que ou quem ele tanto ameaçava, ele passou a desferir ofensas do mais baixo nível. Tais como “PUTA, VAGABUNDA, DESGRAÇADA, LIXO, e que a mesma foi capaz de atirar em seu quintal um absorvente íntimo” e em sequência a esposa do Agente, que é servidora pública do município de Eunápolis, lotada numa secretaria do Município, passou a proferir diversas palavras de baixo nível, e a filmar e gravar ilegalmente pessoas que não a autorizaram a referida filmagem.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) esteve em contato com a jornalista e disse lamentar e repudiar violência contra quem quer que seja, e informou também que medidas rigorosas serão tomadas.
O crime de ameaça está previsto no artigo 147 do Código Penal e consiste quando uma pessoa executa o ato de ameaçar alguém, por palavras, gestos ou outros meios, com o intuito de causar mal a terceiros. O delito é considerado injusto e grave e, como punição, a lei determina detenção de um a seis meses ou multa.
O QUE O ADVOGADO DE DEFESA, DRº RICARDO ALMEIDA DIZ SOBRE O FATO:
“Há dias que estamos numa empreitada para resolver este assunto da melhor maneira possível, porém, este individuo, jamais poderia ter saído do seu plantão, trajando o uniforme da empresa REVIVER, e ainda teceu ofensas contra a dignidade humana, ameaça não só a ela, bem como a todos os presentes, quem viu aquilo ficou chocado com tamanha truculência, a todo instante ele sinalizava estar armado, o que nos leva a crer que se o local não estivesse cheio de testemunhas, ele poderia atirar, caso portasse um revolver, alguém que sai do trabalho, usando o uniforme da empresa para praticar este tipo de delito, tem que sentir o rigor da lei recair sob os seus ombros, mas fica a dúvida: Como ele conseguiu esta autorização para em minutos chegar em sua casa? Ainda mais estando fardado? Em um município governado por uma mulher, nos deparar com esta apatia é assustador, aparentemente a violência se tornou o carro chefe de Eunápolis, principalmente no que pese a servidores públicos, se o REVIVER, não agir, O MINISTERIO PÚBLICO AGIRÁ, minha cliente não será atacada e ficará por isto mesmo, como dizem os baianos, A COISA VAI TORAR”. As mulheres não devem se calar diante da atitude destes covardes, eles se alimentam do medo de suas vitimas. Mas neste caso em especifico, já estamos entrando em contato com o Major Cléber para apurar a ação deste agente disciplinar, que há tempos vem colocado uma roupa preta, uma bota, e se sente e diz ser autoridade. Se minha cliente estivesse sozinha, ele iria mata-la, voltar ao presidio, como se nada tivesse acontecido?
O QUE DIZ A SEAP:
Em nota, a Seap disse que o órgão ” lamentam o ocorrido e repudiam, com veemência, qualquer ato de violência”.
A secretaria acrescentou que “as informações sobre o caso foram enviadas à Corregedoria do órgão para apuração” e que o servidor sofrerá as medidas cabíveis nesta seara, estando a sra Alinne mais do que autorizada e aconselhada a prosseguir com uma ação criminal, penal e cível.
EM NOTA A FENAJ (FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS JORNALISTAS)
A Fenaj se manifestou contra a agressão do agente disciplinar do REVIVER em face não apenas de uma profissional da imprensa, mas pelo ato monstruoso de tentar agredir uma mulher, principalmente estando desarmada, coisa que ele a todo instante aparentava não estar. Indo além, a FENAJ “repudia a agressão sofrida pela jornalista que foi vítima da truculência de um simples agente disciplinar do REVIVER, que nada mais é do que um cinófilo, que se apresenta como autoridade”.
Fonte: Alinne Werneck
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