
Em vez de cumprir sua missão de informar com independência e responsabilidade, parte da imprensa de Eunápolis transformou-se em palco de disputas políticas. O jornalismo, que deveria ser instrumento de esclarecimento da sociedade, em muitos casos foi substituído por narrativas que servem apenas para atacar adversários ou blindar aliados, corroendo a credibilidade da comunicação e colocando em xeque a confiança da população.
A gravidade da situação aumenta quando se observa que esse modelo de ataque é organizado e sustentado como um verdadeiro “gabinete do ódio”, financiado com dinheiro público. Recursos que deveriam ser destinados à saúde, à educação e à infraestrutura acabam desviados para contratos de publicidade que sustentam veículos e profissionais dedicados a defender políticos condenados e a desmoralizar opositores. Isso levanta uma questão incômoda: até onde pode ir a legitimidade de quem se vende para proteger criminosos já sentenciados por roubar aquilo que deveria servir à sociedade?
Ainda mais preocupante é o histórico de alguns comunicadores locais. Há jornalistas que, em diferentes momentos, também foram condenados por crimes, mas que hoje posam de moralistas enquanto prestam o desserviço de atacar pessoas a mando de quem financia o gabinete do ódio com dinheiro público. Muitos já transitaram por diferentes grupos políticos, ocuparam cargos e se beneficiaram de contratos em gestões passadas. Essa mobilidade por conveniência expõe um padrão de oportunismo e falta de compromisso com a verdade. O resultado é um jornalismo de ocasião, marcado pela má-fé e pela manipulação, que enfraquece a democracia e trai a confiança da sociedade.
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