O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras críticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a manifestação realizada nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo. Diante de milhares de pessoas, Flávio convocou os eleitores para as urnas no dia 4 de outubro e defendeu a saída do PT do poder. Em um dos momentos mais fortes do discurso, afirmou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes” e disse que, caso seja eleito presidente, pretende indicar cinco ministros para o Supremo. “Alexandre de Moraes vai cair”, declarou.
A manifestação de 7 de Setembro reuniu milhares de apoiadores da direita e algumas das principais lideranças políticas do campo conservador. Participaram do ato o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o deputado federal Nikolas Ferreira; o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; além de parlamentares, lideranças políticas e do pastor Silas Malafaia. Cartazes, faixas e manifestações de “Fora Lula” e “Fora Moraes” marcaram o evento, realizado a menos de um mês do primeiro turno das eleições.
As críticas a Alexandre de Moraes ocorrem em meio às recentes revelações das investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Relatório da Polícia Federal divulgado após a retirada do sigilo de parte do material apontou mensagens encontradas no celular de Vorcaro destinadas a um contato associado ao nome de Alexandre de Moraes. Também ganhou repercussão o contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. As informações aumentaram as cobranças por esclarecimentos e levaram parlamentares a defender uma atuação do Senado diante dos fatos revelados nas investigações.
Durante o discurso na Paulista, Flávio afirmou ainda que é preciso “proteger o STF de Alexandre de Moraes” e deixou claro que pretende manter o tema entre as principais bandeiras de sua campanha. A abertura e o julgamento de um processo de impeachment contra ministro do Supremo, entretanto, são atribuições do Senado Federal, e não do presidente da República. Mesmo assim, Flávio prometeu trabalhar politicamente pela saída de Moraes e encerrou sua participação convocando os eleitores para o dia 4 de outubro, quando pretende derrotar Lula e o PT já no primeiro turno.
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