
A lei que aumentou a cobrança da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), aprovada no fim de 2025 pela base aliada do prefeito Robério Oliveira, começa a mostrar seus efeitos práticos e pesados no bolso da população. Após o prazo de adaptação, a nova cobrança já aparece nas faturas emitidas pela Neoenergia Coelba, atingindo diretamente moradores que consomem acima de 100 kW. O resultado é um aumento expressivo que, na prática, eleva significativamente o custo da energia para milhares de famílias.
Um exemplo citado nesta quinta-feira (23) pelo vereador Renato Bromochenkel escancara a situação: um morador recebeu uma conta total de R$ 810, sendo R$ 552,88 apenas de iluminação pública — valor quase o dobro do consumo de energia. O caso evidencia o impacto direto da lei, que transforma a taxa em um dos principais componentes da fatura. Enquanto isso, a arrecadação do município com a contribuição já era elevada: em 2025, o total ultrapassou R$ 5,9 milhões, conforme dados oficiais do Tribunal de Contas dos Municípios . Com a nova legislação, a projeção é que esse valor possa saltar para cerca de R$ 15 milhões ao ano.
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A aprovação da medida ocorreu com amplo apoio da base governista na Câmara. Dos 17 vereadores, apenas Adriano Cardoso, Jorge Maécio, Renato Bromochenkel e Rogério Astória votaram contra. Na prática, 13 parlamentares deram aval ao aumento que agora pesa no orçamento da população. A justificativa de melhoria nos serviços de iluminação pública não tem sido suficiente para conter as críticas, especialmente diante de queixas recorrentes sobre lâmpadas queimadas e manutenção precária. Para muitos moradores, o que se vê é uma conta mais cara sem retorno proporcional em serviços, reforçando a sensação de desrespeito com quem já arca com uma alta carga tributária.
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