
Os vereadores que aprovaram o que parte da sociedade define como um “arrocho fiscal” contra a população em 2026 terão, na prática, dois caminhos: trabalhar pela revogação das leis que elevaram tributos municipais e a taxa de iluminação pública, ou enfrentar a queda de popularidade e a perda de confiança do eleitorado. Em dezembro de 2025, parlamentares ignoraram críticas e alertas de moradores e setores produtivos e votaram a favor dos projetos enviados pelo prefeito Robério Oliveira, decisão que teve grande repercussão negativa e passou a marcar o debate político local.
O desgaste não recai apenas sobre o Legislativo. O próprio prefeito, ao bancar o pacote de aumentos às vésperas do ano eleitoral, também entra na mira da opinião pública, sobretudo diante dos movimentos políticos que envolvem sua base e a possível candidatura da esposa, Cláudia Oliveira (PSD), à reeleição para deputada estadual. Nos bastidores, aliados do Executivo chegaram a afirmar, segundo fontes, que a população “tem memória curta” e que o tema cairia no esquecimento — avaliação que não considera o impacto mensal e contínuo de cobranças obrigatórias no orçamento de famílias e empresários.
Diferente de polêmicas que passam com o tempo, aumento de imposto e de taxa se torna uma lembrança recorrente: chega todo mês, no boleto, no caixa do comércio e no custo de quem tenta manter as contas em dia. E, quando a população percebe que parte da renda que poderia ir para alimentação, saúde, investimento ou geração de empregos está sendo drenada por reajustes considerados excessivos, o sentimento de injustiça tende a se acumular — e a resposta costuma aparecer onde mais dói para quem vive de voto: na avaliação pública e nas urnas.
Votaram a favor da taxação: Ademir Freire, Arilma Rodrigues, Carmem Lúcia, Edmundo Novais, Fábio Arruda, Gildair Almeida, Josemar da Saúde, Negão da Água, Saullo Cardoso, Ubaldo Suzarth, Pedro Queiroz e Valdiran Marques — este último, embora não tenha votado por presidir a sessão, tinha poder de condução e poderia manter o projeto na Casa por até 45 dias. Segundo o que foi aprovado, os impostos já estão em vigor, com exceção da taxa de iluminação pública, cuja cobrança deve começar em abril.

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