
A Câmara de Vereadores de Guaratinga rejeitou a proposta enviada pelo prefeito Ghandi Marques, que solicitava autorização para 100% de remanejamento do orçamento de 2026. A medida permitiria ao Executivo alterar livremente a destinação dos recursos aprovados, sem a necessidade de nova autorização legislativa.
Por seis votos a cinco, os vereadores barraram a proposta do Executivo e, ao mesmo tempo, aprovaram uma emenda que limita o remanejamento orçamentário a apenas 1%, assegurando maior controle, transparência e fiscalização sobre o uso dos recursos públicos.
Votaram a favor da emenda os vereadores Jean Nunes, Luiz Eduardo, Paulo Silva, Natalino Amaral, Simone Almeida e Daniel Moronari. Já os vereadores Rodrigo Reis, Leandro Márcio, Genaldo Sulina, Hélio Marcos e Edmilson Amorim votaram contra a limitação proposta.

A decisão evidencia uma postura de independência do Poder Legislativo, que, mesmo mantendo uma relação institucional com o governo do prefeito Ghandi Marques, optou por cumprir seu papel constitucional de fiscalização e defesa do interesse público.
A postura contrasta com a da Câmara de Vereadores de Eunápolis, que concedeu ao prefeito autorização para 100% de remanejamento do orçamento, o que, na prática, representa um cheque em branco. Em Guaratinga, o Legislativo demonstrou compromisso com a sociedade e respeito ao equilíbrio entre os poderes.
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