
O prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 028/2025, que altera profundamente o modelo de cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP). A proposta revoga o Anexo Único da Lei Municipal nº 1.342/2022, atualmente em vigor, e cria um novo sistema de cobrança que, se aprovado, passará a valer a partir de 2026, com impactos diretos sobre residências, comércio, zona rural e setor industrial.
Atualmente, a COSIP em Eunápolis é calculada com alíquota única de até 10% sobre o valor líquido da conta de energia elétrica, respeitando limites máximos por faixa de consumo. O modelo vigente não adota percentuais progressivos, não utiliza tarifa externa como base de cálculo e não permite reajuste automático, exigindo nova lei para qualquer aumento.
A proposta do prefeito Robério Oliveira rompe com esse formato. O novo projeto cria percentuais progressivos de 0% a 120%, altera a base de cálculo para a Tarifa de Iluminação Pública B4a da ANEEL e autoriza reajuste automático, sempre que houver aumento na tarifa de energia, sem necessidade de nova votação na Câmara Municipal.
TABELA COMPLETA – MODELO ATUAL (LEI Nº 1.342/2022)
Como a COSIP é cobrada hoje
Regra geral (todas as categorias):
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Alíquota única: 10%
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Base de cálculo: valor líquido da conta de energia
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Limite máximo: nunca ultrapassa 10% da fatura
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Sem reajuste automático
Resumo do modelo atual:
Quanto maior a conta, maior a COSIP, mas sempre limitada a 10% e somente reajustada por nova lei.



TABELA COMPLETA – PROPOSTA ATUAL (PL Nº 028/2025)
Como a COSIP passará a ser cobrada em 2026

OUTRA NOVIDADE
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Terrenos e imóveis não edificados passam a pagar COSIP
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Valor anual: 30% da base de cálculo
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Cobrança junto ao IPTU
CONCLUSÃO
Enquanto a Lei nº 1.342/2022 estabelece um modelo simples, limitado a 10% da conta de energia e dependente de aprovação legislativa para qualquer reajuste, o Projeto de Lei nº 028/2025, de autoria do prefeito Robério Oliveira, cria um novo sistema de cobrança, com percentuais elevados, valores fixos mensais, reajuste automático e ampliação da base de contribuintes.
Caso aprovado, o impacto financeiro começará a ser sentido a partir de 2026, com reflexos diretos no orçamento das famílias, do comércio, do setor produtivo e da zona rural de Eunápolis.
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