Em discurso na sessão do dia 13 de novembro, o vereador Renato Bromochenkel criticou o que chamou de “silêncio comprado” de parte dos veículos de comunicação de Eunápolis. Segundo ele, apesar de a cidade ter mais de 40 meios de imprensa, muitos estariam deixando de cobrar o poder público porque recebem contratos de publicidade que, na prática, servem para “evitar críticas e abafar o clamor da sociedade”. Renato citou como exemplo a baixa repercussão das denúncias feitas por mães sobre a falta de medicamentos no CAPS infantil, situação que, segundo ele, só ganhou visibilidade graças às redes sociais.
O vereador também destacou que Eunápolis enfrenta graves problemas estruturais, como obras executadas sem drenagem, ruas deterioradas, buracos e serviços públicos que deixam a desejar — desde a troca de lâmpadas até o patrulhamento de bairros. Ele afirmou que a cidade parece “uma tábua de pirulito” e reforçou que mais de R$ 10 milhões foram gastos em obras recentes, muitas delas ainda inconclusas ou com falhas. Para Renato, se todos os meios de comunicação e os 17 vereadores atuassem com firmeza na cobrança ao Executivo, o cenário seria outro.
Renato ainda repudiou ataques pessoais vindos de rádios e sites, que, segundo ele, tentam criar rótulos para desmoralizar vereadores que fiscalizam. Relatou que, por não terem o que apontar sobre seu caráter, passaram a atacar sua fé, enquanto colegas, como Rogério Astória, são alvos de chacotas por sua profissão. O vereador afirmou que seguirá cobrando, ressaltando que “caráter não está à venda”, e aconselhou colegas a não servirem como “meninos de recado”. Ele finalizou dizendo que “é melhor ser chamado de vendedor de doce do que de menino de recado”.
Foto: Milton Guerreiro
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