
A obra na Ladeira da Rua Adolpho Xavier tornou-se sinônimo de lentidão e transtornos para os moradores. Seis meses após o início dos trabalhos, o local continua intrafegável e em condições precárias. O serviço, que deveria ser simples e rápido, ficou paralisado por quase duas semanas. Moradores afirmam que os operários deixaram o local alegando falta de pagamento. Segundo relatos, alguns trabalhadores recebiam por diárias, sem vínculo formal, o que pode caracterizar descumprimento da legislação trabalhista.
Nesta sexta-feira (17), três funcionários voltaram ao canteiro de obras, sendo dois deles novos na equipe. A empresa responsável, no entanto, não se pronunciou sobre os motivos da paralisação nem sobre o prazo para conclusão do serviço. O fato é que, após 180 dias de execução, uma obra que não apresenta complexidade técnica ainda não foi finalizada, causando transtornos à população e impactando a mobilidade da região.
De acordo com informações obtidas, o projeto original da obra foi alterado em diversas ocasiões, o que teria contribuído para o atraso na conclusão. Em entrevista recente a uma rádio ligada à sua família, o prefeito Robério Oliveira afirmou que a intervenção colocaria “fim aos transtornos históricos” da via e que o investimento poderia superar o valor do asfaltamento da mesma avenida. No entanto, no local não há placa com dados obrigatórios, como o valor total da obra, prazo de execução ou nome da empresa responsável, o que fere a Lei de Transparência.
Durante a entrevista, o prefeito destacou que o serviço estava sendo executado com tubos de PEAD, material considerado mais durável. Porém, nesta sexta-feira, caminhões descarregaram manilhas de cimento para continuidade da obra. A troca do material chama atenção e deve ser explicada pela Secretaria de Infraestrutura e pela empresa contratada, já que o tipo de componente utilizado influencia diretamente na durabilidade e no custo do serviço.

Sem qualquer identificação visível no canteiro, não é possível confirmar oficialmente qual empresa está executando a obra. Entretanto, dados do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) apontam que a Liga Engenharia Ltda, contratada sob o Contrato nº CT005-2025, referente a pavimentação e recapeamento de vias urbanas em diversos logradouros do município, já recebeu R$ 10.716.409,29, de um contrato total de R$ 12.142.153,02. Já a Dias Silva Transportes e Construções Ltda, responsável pelo serviço de tapa-buracos, recebeu R$ 2.030.928,26, de um total homologado de R$ 2.600.000,00.

Enquanto a prefeitura busca avançar na execução do projeto, os moradores seguem convivendo com poeira, lama e dificuldade de acesso. A expectativa é que a obra seja concluída o quanto antes, devolvendo à população uma via segura e devidamente estruturada.
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