
Na terça-feira, 24 de junho de 2025, o Alto Comando do Exército divulgou sua lista de promoções, incluindo três nomes para a patente máxima de general de Exército (quatro estrelas). Entre os excluídos está o general de divisão Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-Comandante Militar do Planalto durante os tumultos de 8 de janeiro de 2023. Com isso, ele não será promovido e será transferido à reserva compulsoriamente, encerrando sua carreira ativa no Exército.
Dutra, que se formou na Aman em 1987 e possui notável experiência como “kid preto” (militares das forças especiais), incluindo missões no Haiti e Guatemala, não chegou à cúpula da Força – um reflexo do peso político de sua atuação durante os eventos de 8 de janeiro. Sua ausência na lista de três generais promovidos — Luiz Gonzaga Viana Filho, Luís Cláudio de Mattos Basto e Alcides Valeriano de Faria Júnior — simboliza o fim de seu aspiracional posto de quartel-mestre.
Durante sua audiência na CPMI e em depoimentos à PF e à CPI distrital, Dutra afirmou que “convenceu o presidente Lula a não prender os manifestantes imediatamente”, temendo que prisões no calor dos atos causassem violência desnecessária. Ele mencionou que manifestantes seriam colocados em ônibus e mandados para casa no dia 8 de janeiro, promessa que “não se concretizou” — todos foram detidos, muitos inabilmente, e acabaram interpretando ter sido enganados pelo próprio comandante.
Durante o depoimento, Dutra alegou:
“presidente, … serão presos. Só que, até agora, nós só estamos lamentando dano ao patrimônio. Se nós entrarmos agora sem planejamento, podemos terminar essa noite com sangue”.
Essa atuação voltou a repercutir nas redes sociais após a decisão do Alto Comando. O desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por críticas contundentes ao Judiciário e à condução do caso dos manifestantes, publicou um vídeo em sua conta oficial no Instagram relembrando a postura de Dutra durante os atos de 8 de janeiro. O magistrado destacou que o general teria prometido uma saída pacífica aos manifestantes, mas acabou permitindo a prisão em massa daqueles que estavam nos arredores do QG.
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A lista de promoção ao mais alto posto da carreira militar consagrou três nomes:
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General de Divisão Viana Filho (Infantaria, turma de 1987)
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General de Divisão Alcides (Cavalaria, turma de 1988)
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General de Divisão Basto (Infantaria, turma de 1988)
Por outro lado, seis generais da turma de 1987, que aguardavam a esperada ascensão à quarta estrela, foram deixados de lado e, com isso, serão automaticamente enviados à reserva:
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General de Divisão Dutra (Infantaria, turma de 1987)
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General de Divisão Pinto Sampaio (Infantaria, turma de 1987)
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General de Divisão Allão (Artilharia, turma de 1987)
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General de Divisão Valença (Engenharia, turma de 1987)
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General de Divisão Alan (Comunicações, turma de 1987)
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General de Divisão Pontual (Infantaria, turma de 1987)
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